tínhamos um vaso perfeito, ou pelo menos eu assim o julgava. era em tudo perfeito a meus olhos, sem qualquer preocupação...
depois, vieram os teus pensamentos com putas. putas não, com acompanhantes!
e largaste, plantaste e regaste a semente da desconfiança no vaso que era a nossa família. mataste-me a mim e aos meus sonhos.
mais tarde ainda me disseste para não esperar nada de ti pois também não esperavas nada de mim, só deixavas as coisas acontecer...
a família que fizemos foi então porque aconteceu... parece que não havia qualquer expectativa.
e voltei a morrer... com o vaso quebrado... seguindo com os olhos fechados, a fazer de conta que nada aconteceu.
morri eu e as nossas flores, que secalhar afinal eram só minhas. e esse lindo arranjo ficou reduzido a indiferença, desconfiança, tristeza... tanta lágrima que eu nunca pensei derramar ao teu lado... acreditei mesmo que éramos um amor de outras vidas, que finalmente nos tínhamos encontrado de novo, que era um amor puro e incondicional. que otária.